17/02/2016

As matrículas em cursos de educação a distância (EAD) vêm crescendo a passos largos no Brasil e essa tendência deve se manter em 2016. No entanto, algumas dúvidas sobre o EAD ainda são comuns. Sidinei Rossi, gerente de Educação a Distância do Senac no Rio Grande do Sul, esclarece algumas delas.

5 ideias erradas sobre EAD

1) "Aluno de EAD não precisa levar o curso a sério".
Quando o ensino a distância surgiu, havia quem acreditasse que as aulas poderiam ser tratadas com desleixo pelo aluno, que seriam sinônimo de falta de cobrança. Claro que nada disso é verdade: "O EAD permite ao aluno flexibilizar os horários de estudo, o que está longe de representar falta de qualidade ou falta de cobrança. Temos flexibilidade, mas a exigência, o nível da qualificação oferecido em um curso a distância é muito similar ao presencial", afirma Sidinei.

2) "O professor não consegue acompanhar os alunos a distância".
O fato de os docentes não estarem fisicamente perto dos alunos exige um acompanhamento ainda mais próximo das ações em um curso EAD. Esse acompanhamento ocorre no ambiente virtual de aprendizagem, plataforma usada para acessar aulas e conteúdos, além de se relacionar com colegas e professores. A sala de aula virtual permite que os professores, além de receberem os trabalhos propostos, saibam quais materiais foram acessados e quanto tempo o estudante dedicou a cada conteúdo. "O aluno não está solto: sempre tem um acompanhamento didático e pedagógico muito próximo", explica o gerente.

3) "Os empregadores não valorizam quem fez EAD".
Outro preconceito comum contra os cursos a distância diz respeito a sua validade no mercado de trabalho. Pode ter certeza: graduação, pós-graduação, curso técnico ou livre feito pela plataforma EAD tem a mesma validade que um curso feito em escola presencial. Características como organização, disciplina e responsabilidade, exigidas em um curso a distância, são um diferencial cada vez mais valorizado pelos empregadores na hora da contratação. "A capacidade de autogestão que o estudante precisa ter para estudar a distância é uma competência muito exigida hoje no mercado de trabalho", garante Sidinei. Por isso é que pesquisas feitas pelo Senac EAD com ex-alunos apontam alto percentual de inserção no mercado. Cursos como Técnico em Transações Imobiliárias têm um percentual próximo de 100% dos alunos empregados ao final das aulas.

4) "Não dá para estudar a distância com a internet que tem no Brasil".
Para acessar os cursos na plataforma a distância, uma conexão à internet de boa qualidade é imprescindível. Os serviços para acesso à web oferecidos no Brasil ainda apresentam vários questionamentos pelos consumidores, mas as recentes melhorias nesses serviços fizeram cair significativamente o número de reclamações dos alunos do EAD – uma queda de aproximadamente 70%, segundo Rossi. Com isso, além da diminuição da evasão, permitiu a expansão da educação a distância para estudantes das classes C e D.

5) "Aulas a distância são chatas".
Tornar a EAD mais atraente aos estudantes é um objetivo perseguido pelas escolas. O Senac faz cada vez mais uso de jogos e simuladores para auxiliar na aprendizagem dos alunos, e, para isso, uma equipe de designers educacionais trabalha para organizar os materiais de forma didática e visualmente atraente. Em cursos como o Técnico em Segurança do Trabalho, por exemplo, é possível simular virtualmente os ambientes. "É uma tendência que tem dado certo. Leva um tempo para produção e exige um trabalho técnico e pedagógico grande, mas os cursos que fazem uso dos games e simuladores no ensino são os mais bem avaliados pelos alunos", comenta Rossi.