01/06/2016

Os jogos tornam o processo de aprendizagem mais lúdico e eficiente

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Imagine um estudante de Segurança do Trabalho que, com seu próprio avatar, utiliza equipamentos de proteção individual e enfrenta situações de risco em uma cidade virtual. E que tal experimentar a sensação de estar confinado em um ambiente parecido com os vistos no jogo Resident Evil, sendo que você é o responsável pela segurança daquele local? Ou um aluno de Enfermagem, lidando com um paciente que está sofrendo com reações a determinados medicamentos? Simulações como essas já são possíveis graças à gameficação, ou seja, a utilização de ideias e mecanismos característicos de jogos – como a criação de contextos, proposição de desafios e rankings – para motivar e engajar as pessoas em situações de aprendizagem cotidianas. 

No Senac, os jogos contribuem de várias formas na educação a distância, pois podem emular situações que o aluno vai enfrentar no dia a dia do mercado de trabalho. “Eles tornam o ambiente virtual mais amigável, estimulam os estudantes a dedicarem mais tempo conhecendo os conteúdos, promovem o engajamento da turma e tornam o processo de aprendizagem mais lúdico”, explica o coordenador do Curso Técnico em Logística a distância do Senac, Giancarlo Giacomelli. “Em um jogo você pode errar e tentar novamente, isso diminui o peso do erro. Além disso, a utilização de rankings, que fornecem um feedback em tempo real, incentiva o estudante a refinar suas habilidades enquanto joga”, complementa.

O Senac é referência em educação profissional e a adoção desses instrumentos é importante para manter a liderança no setor. Nos últimos dois anos, o tema da gameficação ganhou força também nas capacitações para os docentes. “Temos trabalhado o emprego de games no ensino a distância e também no presencial. Como se trata de mudança de postura e adoção de novas tecnologias, os professores precisam se familiarizar com as práticas. Para isso é fundamental que o docente se experimente como usuário, jogando ele próprio, e assim entenda melhor como se dá o processo para o aluno. Estamos semeando a cultura da gameficação em nosso corpo docente para que em breve tenhamos o seu uso em larga escala na instituição”, afirma o coordenador.

O correto emprego dessas possibilidades torna o processo de aprendizagem muito mais leve e eficiente. Isto começa a ser utilizado no ensino técnico, no ensino de saúde e nos games de gestão. O emprego dos simuladores não é um fim em si mesmo, mas efetivamente uma ferramenta de preparação para o mundo real. É possível simular ambientes de estocagem, situações de vendas, decisões em um salão de beleza e em praticamente toda a gama de cursos ofertados a distância pelo Senac hoje.