26/09/2016

Betina von Staa apresenta o Censo EAD.BR 2015 durante o Ciaed

A educação a distância se fortalece cada vez mais no cenário nacional. É o que mostra a nova edição do Censo EAD.BR, divulgado na última semana pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed). A publicação traz números referentes a 2015 e foi apresentada durante o 22º Congresso Internacional Abed de Educação a Distância (Ciaed), realizado de 19 a 23 de setembro em Águas de Lindoia, interior de São Paulo.

De acordo com o censo, a educação a distância contabilizou 5 milhões de alunos em 2015, o que representa 1,1 milhão a mais de estudantes registrados pelo levantamento de 2014. O número de tutores e professores dedicados ao setor também aumentou, passando de 28,7 mil profissionais, em 2014, para 48,1 mil educadores, em 2015.

"Percebemos que a EAD vive não apenas um momento de expansão, mas também de independência, no sentido de não se comparar tanto ao presencial. Inclusive, temos acompanhado diversas estratégias de EAD que começaram a ser implantadas em cursos presenciais, como o uso de conteúdos variados, vídeos, diferentes ambientes de aprendizagem, metodologias e tecnologias diferenciadas", disse Betina von Staa, responsável pela coordenação técnica do censo.

Para Betina, um dos indicadores que mais chamou sua atenção foi a sinalização das instituições de ensino para um investimento maior nos cursos a distância que nos presenciais em 2016.

Em parte, esse investimento vai ao encontro do relato da maioria dos participantes do censo, que identificam na educação a distância uma exigência em níveis mais elevados por inovação tecnológica e administrativa, infraestrutura e apoio ao aluno quando comparado ao presencial.

Quem busca EAD no Brasil?
Segundo o censo, as mulheres aparecem em maioria na educação a distância, representando 56% dos alunos dessa modalidade em 2015, diferentemente do cenário presencial, composto por 53% de homens.

O perfil também é diferente em relação à faixa etária. Enquanto os cursos presenciais têm 63% dos estudantes apenas entre 21 e 30 anos, a educação a distância se mostra mais abrangente, concentrando 49% dos alunos entre 31 e 40 anos e 42% entre 21 e 30 anos.

A conciliação de estudo e trabalho é frequente entre os estudantes do ensino a distância, sendo presente na realidade de 70% dos alunos de instituições privadas com fins lucrativos consultadas pelo censo.

"A EAD se consolida como protagonista na democratização de acesso à educação, pois é uma modalidade presente em todas as regiões do Brasil, que consegue alcançar todos os lugares e todas as pessoas que buscam aprimorar seus conhecimentos", afirmou Betina.

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