05/03/2018

sala com sofá branco com almofadas coloridas, cadeira azul e pufe branco

A construção civil tem se dedicado em atender à demanda por apartamentos cada vez menores à população. Essa é uma prática do mercado voltada ao número de jovens solteiros que moram sozinhos no país.

Cenário confirmado pelo último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa aponta que 11,07% dos 54,6 milhões de domicílios no Brasil eram de apenas um morador.

Como todo profissional deve estar sempre antenado às tendências de atuação da sua área, com o designer de interiores não pode ser diferente. Por isso, Ana Gilce Noronha, coordenadora do curso de Técnico em Design de Interiores do Senac EAD, entende a necessidade da criação de projetos multifuncionais e sob medida, que aproveite adequadamente o espaço. “E o profissional mais preparado para realizar esse tipo de trabalho é, sem dúvida, o designer de interiores”, garante Ana.

Esse profissional está apto para trabalhar em escritórios de arquitetura, de design de interiores, estabelecimentos comerciais especializados em materiais e revestimentos ou móveis de decoração. Ela explica que pode atuar com vínculo empregatício ou como prestador de serviços, individualmente ou integrando equipes multiprofissionais.

Nos últimos anos, as imobiliárias estão expandindo o mercado de trabalho para os designers, contratando esses profissionais para trabalhar como home staging*. “Para quem não sabe, o profissional capacitado em home staging pode melhorar os atrativos de venda do imóvel, arrumando e organizando os espaços, propiciando que esses ambientes fiquem mais interessantes para exposição e venda”, esclarece Ana.

A coordenadora acrescenta que as construtoras também buscam o auxílio desses profissionais para a criação dos espaços de apartamento decorado. Assim como podem ser consultores, no momento da criação das maquetes eletrônicas.

“Profissionais interessados em empreender nesse segmento devem estar atentos às necessidades dos seus clientes. Estar bastante capacitados e conhecer as novidades do design são itens obrigatórios para um profissional num mercado concorrido como esse. Além disso, uma especialização em uma determinada área do design também é um diferencial”, orienta a coordenadora.

Ela exemplifica: um designer pode especializar-se em luminotecnia - estudo da iluminação artificial para diversos tipos de ambientes, e começar a passar a oferecer consultoria para projetos residenciais, corporativos e até para pontos de vendas, trabalhando a iluminação de lojas e vitrines.

Outro ponto que a profissional chama a atenção é para o marketing pessoal: “ter uma identidade visual própria, com cartão de visitas, site ou portfólio on-line não é mais um diferencial e sim um item indispensável para quem quer entrar nesse mercado de trabalho”.

Na visão da coordenadora, o design de interiores possibilita ao profissional trabalhar com o projeto, entregando o memorial descritivo, para que cliente cuide pessoalmente da sua obra, sem o seu apoio. “Ou ser um profissional que projeta e executa a obra, realizando a gestão plena, inclusive orientando e fiscalizando os prestadores de serviço de mão de obra. Independente da escolha, um designer competente, preocupado com seu cliente e comprometido, terá excelentes oportunidades no mercado de trabalho”, finaliza Ana.


* home staging (encenação da casa) - conceito com início, nos EUA, em 1972, é um recurso de marketing, que consiste em melhorar a aparência do imóvel e a torná-lo mais atrativo para os interessados. Além disso, essa ferramenta pode agilizar a venda e aumentar o seu valor de comercialização.


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