18/06/2018

gestão ambiental

Não só no Brasil, mas também em outras partes do mundo, a questão ambiental tem recebido destaque. A disseminação de inovações tecnológicas e organizacionais, a globalização econômica e transformações no papel do Estado tornam a gestão ambiental tema de extrema importância para a iniciativa privada, como também para terceiro setor e governo, acreditam Rachel Xenia Chang, Deborah Santos Prado e Anny Karine de Medeiros, professoras do curso Tecnologia em Gestão Ambiental do Senac EAD.

Para essas profissionais, o caminho em busca da sustentabilidade em suas múltiplas dimensões perpassa a mudança de comportamento individual. Mas, elas concordam na urgência de as prioridades governamentais e do setor privado brasileiro se voltem, de fato, para as causas estruturais da crise ambiental.

Na visão das professoras, políticas públicas são cruciais para lidar com o problema de forma contundente, bem como medidas regulatórias mais eficazes que obriguem os produtores de plástico, por exemplo, a se responsabilizarem pela reciclagem do material e adotarem medidas pautadas nos princípios da economia circular, melhorando a infraestrutura de coleta, armazenamento e reprocessamento do plástico após uso.

Para atuar num mercado em crescimento e com diversas questões pendentes, é preciso que todos os envolvidos estejam comprometidos. Um desses profissionais é o tecnólogo em gestão ambiental. Então, vamos entender, com as professoras, um pouco mais sobre o seu papel e responsabilidades quanto ao meio ambiente.

Qual o papel do tecnólogo em gestão ambiental?
Esse profissional deve ser reconhecido por qualidades como empreendedorismo, inovação, olhar crítico, reflexivo e ético, com visão sistêmica e abordagem sustentável em suas decisões. Essas características permitem a resolução de problemas complexos demandados pela sociedade contemporânea, obedecendo a padrões nacionais e internacionais de qualidade e produtividade.

Ele precisa ser colaborativo e propositivo em equipes multidisciplinares no desenvolvimento de políticas, programas e projetos ambientais. Essas são características que o mercado de trabalho espera desse profissional. Assim como que ele elabore e implante políticas e programas de educação ambiental, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de vida e a preservação da natureza, considerando suas interfaces com a saúde pública e o meio ambiente. 

Quais habilidades que esse profissional deve desenvolver?
Planejamento, gerenciamento e execução de projetos e atividades, com uma visão integrada dos processos organizacionais e dos sistemas produtivos em diferentes contextos. Isso leva ao compromisso de atuar com responsabilidade nos contextos social, econômico e ambiental, seja em organizações privadas, produtivas ou de prestação de serviços e no setor público.  

Ele deve estar apto a melhorar a qualidade do meio em que trabalha e para o qual trabalha, promovendo a implantação de sistemas de gestão capazes de reduzir riscos e impactos, além de otimizar a utilização de recursos.   

Quais as oportunidades de trabalho ele encontra no mercado?
O interesse pela gestão ambiental tem se expandido. Além das áreas tradicionais de produção, setor de serviços, cada vez mais, vem buscando a ecoeficiência como forma de compatibilizar melhorias nos desempenhos econômico e ambiental.

E, mais recentemente, o crescimento do agribusiness também vem demandando tecnologias e profissionais para a sustentabilidade. Vale ressaltar que o setor público se tornou um dos principais empregadores de profissionais da área ambiental no mundo. Isso por conta do avanço na legislação ambiental e da criação de agências ambientais para a regulação das atividades econômicas que impactam significativamente o ambiente.

Quais os principais locais de atuação?
O profissional de gestão ambiental pode atuar em organizações públicas, privadas, não governamentais, bem como podem ser empreendedores de iniciativas sustentáveis e que busquem soluções mais eficientes para a sociedade.

Dessa forma, o tecnólogo pode trabalhar no planejamento e na gestão de projetos ambientais para auxiliar indústrias, empresas de serviços e consultorias na busca da adequação das suas atividades com as exigências ambientais, conforme as normas regulamentadoras. Sua atuação está também na certificação, na recuperação de áreas degradadas e na elaboração de políticas públicas em órgãos do governo e entidades públicas na área ambiental.  

 

Curiosidade: Tecnologia em Gestão Ambiental, curso lançado pelo Centro Universitário Senac (na modalidade presencial), em 2000, foi a primeira graduação tecnológica nessa área no Brasil. Já em 2005, em decorrência da crescente demanda, tornou-se a formação tecnológica com maior oferta no pais.

 

Rachel Xenia Chang é coordenadora dos cursos de Tecnologia em Comércio Exterior e Tecnologia em Gestão Ambiental, do Senac EAD e professora do Centro Universitário Senac. Doutoranda em Administração, mestre em Gestão Internacional e em Administração Internacional pela Munich Business School, Alemanha.

Deborah Santos Prado é graduada em Ciências Biológicas e mestre em Ecologia, doutoranda em Ambiente e Sociedade. Integrante do grupo de Pesquisa e Extensão em Conservação e Gestão de Recursos Comuns, da Unicamp e professora do Centro Universitário Senac na área de meio ambiente.

Anny Karine de Medeiros é graduada em Gestão de Políticas Públicas, mestre e doutoranda em Administração Pública e Governo. Foi pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, e atualmente é professora do Centro Universitário Senac e pesquisadora do Centro de Estudos em Administração Pública e Governo.


Conheça a graduação Tecnologia em Gestão Ambiental e outros cursos da área de meio ambiente do Senac EAD.